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eike batista dicasEike Batista, do Grupo EBX, é o líder empresarial mais admirado pelos empreendedores que responderam à pesquisa Retrato do Empreendedor Brasileiro, resultado de uma parceria entre a revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios e a Fundação Nacional de Qualidade (FNQ), com coordenação e execução da Omni Marketing. O estudo teve a participação de 3.623 empreendedores.

Na edição de Pequenas Empresas & Grandes Negócios que chega às bancas hoje, você confere todos os resultados da pesquisa, além de uma entrevista exclusiva com Eike Batista. Veja aqui a lista dos dez empresários mais admirados do Brasil:
1. Eike Batista, Grupo EBX

2. Silvio Santos, Grupo Silvio Santos

3. Antonio Ermírio de Moraes, Grupo Votorantim

4. Jorge Gerdau Johannpeter, Grupo Gerdau

5. Abílio Diniz, Grupo Pão de Açúcar

6. Roberto Justus, Grupo Newcomm

7. Roberto Marinho (1904-2003), Organizações Globo

8. Alexandre Tadeu da Costa, Cacau Show

9. Luiza Trajano, Magazine Luiza

10. José Alencar (1941-2011), Coteminas

 

O empresário explica como multiplicou a fortuna e se tornou o oitavo homem mais rico do mundo.

Na vida dos mega ricos não existe engarrafamento, fila, nem aeroporto lotado, nem voo atrasado. No escritório, uma parede rabiscada com projetos para multiplicar a fortuna.

Eike Batista, o homem mais rico do Brasil, tem 50 R$ bilhões. Dez zeros antes da vírgula. Você ficou impressionado com aquele carrinho de supermercado cheio de dinheiro apreendido do jogo do bicho no mês passado no Rio? Pois o dinheiro de Eike Batista daria 13 mil carrinhos daqueles – que enfileirados, coladinhos, iriam de um lado ao outro da ponte Rio-Niterói.

São necessários tantos bilhões para ser feliz? “Essas coisas já transcenderam. Não é isso. Eu me considero um criador de riqueza como um compositor compõe uma música. As minhas notas por acaso são dinheiro”, explica Eike. A sinfonia da multiplicação começou cedo – e seu símbolo, o “x”, sinal de “vezes”, está nos nomes de todas as empresas .

Nos anos 70, o garoto rico não se acanhou de vender seguros de porta em porta na Alemanha, onde fazia faculdade de engenharia. “É uma febre, você pega uma febre de querer continuar nessa independência financeira”.

E a faculdade na Europa foi trocada pela selva brasileira, em busca de ouro. “Eu tive muita sorte, porque em um ano e meio, eu cheguei a comprar US$ 60 milhões em ouro e fiquei com a margem líquida de US$ 6 milhões. Então, com 23 anos. Nada mal”, brinca Eike. Jovem, milionário e ainda ambicioso.

Veja a definição de Eike Batista do significa empreender: “Empreender nada mais é do que identificar ineficiências, falta de qualidade de produtos e fazer algo melhor. E melhor de tudo é fazer algo melhor e mais barato. Se você conseguir combinar essas duas coisas, você vai ganhar muito dinheiro”.

Fantástico

“Eu diria que aceito quase qualquer desafio”, disse Eike.

O empreendedor Eike investiu em pesquisa para saber o potencial de um garimpo e depois mecanizou a produção. “Agora, eu, obviamente, subestimei logística, logística na Amazônia, doenças, malária, gente mesmo. Você botar um negócio que nunca tinha sido feito antes. A mina era tão rica, que ela aguentou todos os meus desaforos. E aí tem um aprendizado. Quer dizer, encare negócios para empreender que tenham gordura, margens altas, margens de lucro potencial altas”, explica Eike.

O aprendizado com a mina foi o primeiro passo para uma visão de negócios que Eike Batista chama de 360° – e que está detalhada em um livro escrito em parceria com o jornalista Roberto D’Ávila. A ideia é que todos os aspectos do negócio precisam ser levados em conta antes de começar um empreendimento. Daí os 360°. “Eu sempre fui buscar o máximo de conhecimento possível para errar menos”, explica.

Embarcamos no jato privado de Eike – e depois no helicóptero particular – para ver um projeto que para ele exemplifica o conceito. “Nós estamos construindo o maior estaleiro das Américas no Rio”, conta. Além do estaleiro, Eike constrói um parque industrial e o maior porto do país no norte do estado. Tudo vai dar uns US$ 40 bilhões. A área das obras é tão grande que precisamos visitar de ônibus.

 

“Dentro do complexo, nós teremos 160 km de estradas pavimentadas”, anuncia Eike. Já em janeiro, ele garante que sua empresa vai produzir os primeiro barris de petróleo de uma companhia privada brasileira. E no segundo semestre, grandes navios devem começar a atracar no pier, que avança 3 quilômetros mar adentro.

Nem todo mundo aprecia esse gosto pela grandiosidade. Os ambientalistas, por exemplo, o acusam de ter incentivado o uso no Brasil, como fonte de energia, do carvão: o grande vilão do aquecimento global.

Alguns empresários também dizem que seus negócios são de altíssimo risco. A maior parte do dinheiro foi levantada na bolsa de valores. Ele diz que os investidores confiam nele por seu passado. “A minha história não é a história só dos últimos dez anos. É uma história de 30 anos. Até o ano 2000, eu era conhecido como o marido da Luma de Oliveira. E não pelas nove minas que eu criei do zero. Minas de ouro gigantescas, muita riqueza criada. Eu apareci como se tivesse caído do céu”, explica.

A história do casamento com a modelo Luma de Oliveira durou 13 anos. Ao lado dela, no mundo das celebridades, Eike sempre posava como coadjuvante. Do casamento, ficaram dois filhos. No escritório, fotos da família e evidências de que ele não dispensa uma ajuda do além. Só se senta de frente para a porta. De amuletos, tem dois guerreiros incas – do império do ouro – e um elefante indiano.

A superstição se estende ao 63 – número da lancha com a qual bateu o recorde mundial de velocidade. E a partir de então, o número da sorte do bilionário Eike Batista, que se admite competitivo: “Eu diria que aceito quase qualquer desafio”. Principalmente no mundo dos negócios.

Quais são as principais dicas para quem quer ser um empreendedor?

Você tem que ter disciplina, uma boa ideia e, depois da boa ideia, elaborar um plano de negócios muito detalhado.

Mas e quem não tem uma boa idéia? Pode ser empreendedor?

Pode. Eu falo muito sobre isso, é estudar a possibilidade de uma franquia. O iniciante deveria começar por aí. E daí vai ver que a pessoa vai criando novas ideias. Depois que você começa a tocar uma lojinha, seja do que for, você tem aquele aprendizado do dia a dia, que vale muito.

Outra dica do administrador Eike é delegar funções e cobrar resultados.

Eu não tenho o mínimo problema de delegar. Agora, cobro muito. É fácil você cobrar. Eu gosto muito de checar, então isso obriga todo mundo a ser transparente.

Eike faz de seus executivos sócios, com ações do grupo. E incentiva a distribuição de lucros para empregados. Isso vale também para os pequenos empresários?

Claro. Até o dono da padaria deveria pegar uns 20% lá e distribuir para os funcionários. Faz um efeito inacreditável.

E se precisar de um sócio?

Sócios você tem que eventualmente buscar aquela pessoa para te complementar, algo que você não sabe fazer. Agora, a busca desse sócio eu diria que está ligada à sorte na vida. Como casamento, não é eterno.

Seu objetivo é em bilhões, em obras. Onde é que Eike Batista quer chegar?

O objetivo é ser respeitado. Ter respeito. Da pessoa mais graduada do meu país até o mais humilde.

Respeito que ele tenta conquistar com projetos pelo Rio de Janeiro, como a despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas e doação de dinheiro para a pacificação das favelas.

Nós estamos contribuindo com R$ 20 milhões por ano nos próximos quatro anos para fazer tudo acontecer.

Qual é a sua maior vaidade?

Ah, eu gosto de cuidar de mim, normal. Isso começa com saúde e também aparência.

O senhor já fez plástica?

Sim, fiz a pálpebra, fiz implante de cabelo. É sofrido, dolorido, viu? Espero que em breve cheguem células-tronco para não ser tão dolorido. Eu não recomendo.

Eike já é o oitavo homem mais rico do mundo, segundo a prestigiada revista americana Forbes. E já estabeleceu prazo para ser o primeiro: “2015, 2016”. Tão rápido? “Você acha rápido? É muito tempo”.

ImagemNo ranking de 2011, Eike Batista apareceu em oitavo lugar.
Fortuna do empresário foi avaliada pela revista em US$ 30 bilhões.

O empresário Eike Batista subiu uma posição, de 8º para o 7º lugar, na lista dos homens mais ricos do mundo realizada anualmente pela revista Forbes.

De acordo com o ranking divulgado nesta quarta-feira (7), a fortuna do brasileiro, assim como no ano passado, foi avaliada em US$ 30 bilhões.

Em outro ranking divulgado nesta semana, elaborado pela Bloomberg, Eike ficou em 10º lugar, com um patrimônio estimado em US$ 29,8 bilhões .

Veja a lista dos brasileiros mais ricos, segundo lista da Forbes

1. Eike Batista, US$ 30 bilhões

2. Joseph Safra, US$ 13,8 bilhões

3. Antonio Ermirio de Moraes e família, US$ 12,2 bilhões

4. Jorge Paulo Lemann, US$ 12 bilhões

5. Marcel Herrmann Telles, US$ 5,7 bilhões

6. Carlos Alberto Sicupira, US$ 5,2 bilhões

7. Dorothea Steinbruch e família, US$ 4,5 bilhões

8. Aloysio de Andrade Faria, US$ 4,2 bilhões

9. Francisco Ivens de Sá Dias Branco, US$ 3,8 bilhões

10. Ana Lucia de Mattos Barretto Villela, US$ 3,6 bilhões

11. Abilio dos Santos Diniz, US$ 3,6 bilhões

12. Alfredo Egydio Arruda Villela Filho, US$ 3,4 bilhões

13. Andre Esteves, US$ 3 bilhões

14. Antonio Luiz Seabra, US$ 2,9 bilhões

15. Fernando Roberto Moreira Salles, US$ 2,7 bilhões

“É uma honra representar o pais mais uma vez no ranking da Forbes. Contente por investir, gerar riquezas e empregos no pais”, comentou Eike, no Twitter. “O Brasil merece ter mais brasileiros nesta lista e em todos os rankings de lideranca, setores e atividades mundiais”, escreveu em outro tuíte.Fundador e presidente do Grupo EBX, Eike tem 55 anos e atua em diversos setores, em especial petróleo, logística, energia, mineração e indústria naval. É dono das empresas OGX (petrolífera),  MMX (mineradora) e OSX (indústria naval offshore), AUX (ouro, prata e cobre), REX (imobiliária) IMX (esportes e entretenimento) e SIX (tecnologia), assim como empresas de hotelaria e restauração.

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O homem mais rico do Brasil, o empresário Eike Batista, tem como um de seus dois principais objetivos transformar o Rio de Janeiro em “um dos lugares mais dinâmicos e ricos do mundo”, segundo afirma em uma entrevista publicada nesta segunda-feira pelo diário britânico The Guardian.

O outro objetivo de Batista é se tornar o homem mais rico do mundo. Atualmente ele ocupa o 8º lugar na lista da revista Forbes.

O jornal observa que a holding EBX, controlada pelo empresário, pretende investir R$ 34 bilhões no Rio nos próximos dois anos, construindo portos, fábricas e procurando petróleo.

“Se eu olhar para o Rio daqui a 10, 15 anos, será inacreditável”, afirmou ele ao jornal. Para ele, a cidade será “uma mistura de Califórnia, Nova York e Houston, combinando praias estonteantes com importância financeira e arquitetura ultramoderna”.

O jornal relata o projeto de Batista para a construção da “Cidade X”, uma “cidade digital supermoderna para cerca de 250 mil pessoas”, erguida a partir do nada a cerca de 240 quilômetros do Rio de Janeiro.

Para a capital, os projetos de Batista incluem a limpeza da lagoa Rodrigo de Freitas, o estabelecimento de um cruzeiro de luxo para turistas, a recuperação da marina da cidade e a restauração do Hotel Glória.

Guardian observa ainda que, como patrocinador da candidatura do Rio pela organização da Olimpíada de 2016, ele doou mais de R$ 15 milhões para a campanha e também mais R$ 100 milhões para ajudar a financiar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) nas favelas cariocas.

“A maioria dos ricos brasileiros vive 90% de seu tempo no Brasil, mas guarda dinheiro para comprar algo em Nova York, ou Miami ou Londres ou Paris”, disse ele ao jornal.

“Seus filhos às vezes precisam viajar em carros blindados. Vamos mudar isso. Aqui é o paraíso”, afirmou.

Extravagância

Segundo o jornal, a “extravagância” de Batista é uma exceção num país como o Brasil, com grandes diferenças entre os ricos e os pobres e onde os mais abastados preferem se manter discretos.

O empresário diz que “a única maneira de mudar as coisas no Brasil” é as pessoas mostrarem o que têm. “Acho que de certa forma os brasileiros não querem dizer que são ricos porque não querem ajudar. Eu não gosto disso”, disse ele.

Guardian comenta que a ascensão de Batista coincidiu com “grandes mudanças no Rio, com novas políticas de segurança, um incipiente boom de petróleo e a expectativa da Copa do Mundo e da Olimpíada jogando os aluguéis e os preços dos imóveis para os céus e atraindo uma onda de investimentos estrangeiros”.

“Nossa autoestima está no teto, com a Copa do Mundo, a Olimpíada, uma série extraordinária de investimentos chegando”, diz Batista.

Para ele, parte do sucesso do Rio se deve às políticas do governo para retomar o controle das favelas da cidade. “Como cidadão do Rio de Janeiro, isso é maravilhoso, porque podemos ver a solução. Ela funciona. Está funcionando. Com a pesada criação de riqueza… Eu posso ver tudo isso sendo resolvido. É possível”, conclui o empresário.

 

Eike Batista doou R$ 4,5 milhões – muito mais do que foi pedido inicialmente a ele – para a ONG Morhan, voltada a pacientes com hanseníase, na noite dessa segunda-feira, em uma cerimônia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com direito a show de Ney Matogrosso e discurso do presidente Lula.

* Logo na entrada do evento, Lula estava contido. “Em época de eleição, não é bom falar”. No entanto, ao ser chamado ao palco, se soltou. “Espero que o ato do Eike, que sempre colabora de maneira tão desprendida, sirva de exemplo”, disse o petista.

Eike Batista fala “nova doação pode estimular empresários a contribuir mais para o terceiro setor”

E ai leitores, vocês acham que ele pode vir a ser tornar o maior filantropo do Brasil?

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